sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Blattaria ou Blattodea

 Vou contar uma parada que acabou de rolar comigo. Tipo, agora mesmo. Acabei de dar descarga na maldita. Vamos por partes.
 
Alguns de vocês talvez conheçam a série de televisão chamada "Arquivo X", muito boa por sinal. Recomendo a qualquer um que curte ficção, suspense e policial. Não foi por isso que lhes chamei aqui, mas vale a recomendação. 

 Estava eu vendo um lindo episódio chamado "War of the Coprophages", aonde, pra quem não tenha visto ou simplesmente não lembra, baratas aparecem e matam os caras meio que do nada. Até aí de boa. Terminei o episódio, comentei o episódio com meus amigos, comi alguma coisa, e segui adiante com a minha vida. Mas eis que ela aparece. A cria do diabo, o espírito zombeteiro em exoesqueleto, a máquina de traquinagens repugnante, chame como quiser. Eu chamo de barata. 


(Esse ser aí, para quem não conhece.)


 Mas até aí de boa. Uma barata. O episódio realmente me deixou meio alarmado pra essas coisas, mas ok. Não sou de ter medo de insetos, já criei besouros, gosto da sensação de patinhas andando na minha mão. Ela se mete no meio dos meus livros, tiro ela de lá, ela voa pra minha cortina e a perco. Sacudo a cortina, reviro minha cama, olho todo canto e nada. 

 "Ok," pensou o ingênuo eu de uma hora e meia atrás. "Ela deve ter voado pela janela." E volto eu pras minhas séries. Dessa vez Doctor Who. Um dos episódios de suspense, exatamente o que eu precisava depois de ser visitado pelos espiões do submundo, mas ok. Nesse episódio há criaturas que habitam as sombras e que devoram sua carne se a pessoa encosta nela, mas isso não é realmente relevante. O que é relevante é que, no momento de aflição, enquanto o traje espacial habitado por um esqueleto morto e sombras se aproxima deles, sinto algo de diferente no meu ombro. 

 A cria do diabo, o espírito zombeteiro em exoesqueleto, a máquina de traquinagens repugnante, ou, como gosto de chama-lá, a barata. Se vocês acham que eu virei pra ela e disse "Ah, sua sapequinha. Você me deu um susto" estão ligeiramente enganados. Eu pulei da cadeira, peguei meu caderno do coringa e dei na cria dos esgotos de Tártaro com a maior força que eu consegui. A desgraçada morreu, como foi dito no começo deste post, e enviei ela pelo portão do submundo que tem no meu banheiro para que seus amigos pudessem ver seu corpo e tomarem isso como uma mensagem. 

 Enfim, até agora não há sinal do exército profano dos esgotos buscando vingança por seu irmão caído, então vou terminar esse texto por aqui. Mas hoje não durmo de luz apagada. Se um episódio se manifestou fisicamente, o que me garante que o outro também não irá?