Terminei recentemente de ler 2001:Uma Odisseia no Espaço, embora o livro esteja mais para "2001:Uma Odisseia Até Saturno e Depois Não Entendi Direito", Mas claro que esse nome é pouco viável para fins comerciais.
(Arte de Adam Rabalais)
Não pense que eu não gostei do livro. Tá na minha lista de livro que eu gostei mais do que Orgulho e Preconceito, o que não é uma lista bem grande, na verdade. Eu adorei o livro e o fato de a edição que eu comprei é inteiramente preta, igual um monólito, mas o que nunca vai me fazer esquecer desse livro é o fato de como na sua última parte o sir Arthur C. Clarke me fez sentir como uma criatura insignificante no universo.
Esse conceito todos nós já sabemos, que não importa nem um pouco se você vai ser médico ou advogado, se você vai liderar uma revolução ou uma ditadura, se você vai tomar toddynho ou chá depois do jantar. Mas as pessoas não estão realmente prontas para perceber a inutilidade de seus atos, pois "você é a única coisa que importa no universo", já dizia seu ego.
Também não se pode tornar o homem imortal, diga-se de passagem. O motivo é que a imortalidade é extremamente chata. Qualquer pessoa normal ao ficar 500 anos fazendo absolutamente nada além de observar um pião girando em volta de outro pião ficaria maluco. experimente você observar uma pedra tentar alcançar uma árvore durante um dia inteiro. O mais provável é que você se distraia com um cachorro que estava passando ali perto e você volte pra sua casa e não se lembre direito o que foi fazer na rua.
O máximo que podemos chegar é isso aqui. Um animalzinho inútil e efêmero que se acha o centro de todo o universo. Não adianta negar que, mesmo você concordando com o que eu acabei de falar ali em cima, você ainda acha que a única funcionalidade de um amigo é estar ali pra você. Ou que um filho só serve pra se sentir completo. Ou que você só tem um(a) namorado(a) para poder ter
com quem ter um filho, para então se sentir completo.
Lucas, que texto perfeito. <3
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